O número é 4

Mas poderia ser outro número qualquer
da soma dos dias ou beijos
das noites em claro sonhando acordada
das letras dos poemas que escrevo
todos pensando em você

Poderia não ser amor
Talvez idealização, miragem
Um delírio num corpo de homem
Transpondo a minha lucidez

Poderia não ser você e eu
e a desgraça seria o meu retrato de viver
ser sem sombra, num deserto, sem rastros
sem seu amor para beber
sem seu corpo pra eu me enroscar
sem seus beijos pra me cobrir
por 4 ou mais vezes
Quantas vezes você quisesse

Poderia não ser, mas é amor
e o meu amor é você.

Amor em Grego

Mnemosine arquiva cada detalhe,
dos seus beijos e corpo ,
pra quando Hipnos chegar,
você vir, meu Morfeu
me amar nos sonhos.

Meu Desejo já se Repara



O teu silêncio me aquece a mente, 
o seu beijo me vira do avesso,
caio em teus braços e o mundo é só seu corpo no meu.

Seus dedos sobre a minha pele, 
enquanto deliro com o seu cheiro.
Ahh, o seu cheiro me enlouquece,
o seu suor te gruda em mim, 
então a noite não termina.

Eu te quero sempre mais,
tal como uma sina.
Que tal sair dos meus sonhos e voltar pra minha vida ?

(Ana Laurentino)

Te Quero

pode faltar o corpo,
o cheiro, o sabor e a alegria,
mas vai sobrar saudade,
para eu não me esquecer
que te quero infinitamente
aqui do meu lado.

(Ana Laurentino)

A sua

não há amor em linha reta
você é a minha curva
derrapo em seu corpo
e beijo a sua nuca

dispenso as flores
por mais você

no prazer do seu corpo eu me encontro
uma noite inteira a sussurrar
no pé do teu ouvido
os meus desejos mais sujos
mais uma amante, aspirante

(Ana Laurentino)






Prognostico de Paixão

toda paixão tem seus sintomas
revira na cama e poem-se a pensar
são só sonhos, talvez mais
são só planos, talvez mais
são só beijos, talvez um pouco mais
um pouco mais do que desejos
um pouco mais do que anseios
um pouco mais de sentimento, para aquecer o peito

(Ana Laurentino)

Vida Escrita



me dou um lápis e um papel, ponho-me a sonhar
sou então, senhor de mim, quando começo a pensar
sou viajante, itinerante,
sem sair do papel, voo no mundo e por um segundo não sou mais tinta
sou a realidade nua, mas não crua,
imaginária cozida na alma, com o sabor de quem come todo dia,
a sua própria poesia,
ao se entregar as palavras.

(Ana Laurentino)

"poesia é som que surdo inventa"
sérgio lima silva

Máscara de Ser Feliz

Subverto minha alma
antes que a chuva me desmanche

Ponho a roupa depois tiro
Me penduro no varal

Quero brincar de não ser eu,
vou ser quem eu quiser

Vou me secar
Vou me passar

Desligo meu telefone
Pinto a cara e vou para a rua
 (Ana)

Mosca na Boca


Palavras cruzadas e olhares trocados.
São as farpas humanas, numa guerra entre orgulhos.
Vem de mim e de você, essa altivez que nos devora.
Sociedade secreta, que enquanto o Gandhi dorme,
vamos a forra, vamos a lona.
De carruagem a aboboras, vamos em um segundo, através
da boca, "assim como quem vai a roma", vamos ao fundo
do poço.
Bocas de lata, de nada, fanáticas.
A minha, a sua, a minha a sua, a minha...
Para que servem as bocas ?
Abro a boca pra falar dos seus beiços, ou da falta deles.
Falo do tamanho da sua língua o dos seus dentes.
Cala-te boca, que não sabe o que dizes.
Bocas que enxergam mais que os olhos, enxergam os podres do mundo,
enxergam podres onde não tem.
Eu amo a minha boca, é ela que não ama ninguém.
Passe um dia com a minha boca e veja o mal que ela é capaz.

Qualquer Dia é Poesia

não penso em você, mas não te esqueço
deita no meu peito
inventei a vida pra te amar
encho o peito de ar,
que tal mais uma volta ?
me roube um beijo e uma mordida
dê meia volta e me abrace
ainda não nos amamos hoje
já está pronto ?
essa sombra serve
a grama é a cama
nessa selva de sentimentos
sou um girassol buscando luz
sigo seu rumo, vaga-lume
me entorpece
com suas curvas
derrama em mim os seus beijos
me extrapola e devora


SINA

Te espero em frente a porta
com a velha proposta de a gente se amar
Minhas flores e pele murcharam
mas o meu peito, sem cores, palpita de amores
quando te ve passar.

A poeira me cobre a alma
que protela em seus sonhos de amor
Desejando se embrulhar no seu calor

Minha alma em segredo o desposa
Sem qualquer pompa e magia do momento
Revira-me os eixos, a noite, o dia
Não sou teu pão, mas posso ser sua alegria

Uma vida é tão curta pra quem espera
Ainda bem que tenho o infinito delas
Portanto profetizo o seu futuro
MINHA VIDA É O SEU RUMO

MAS são coisas do amor

Te dou um beijo,
mas disfarço o meu desejo.
Esquento a cama enquanto se banha,
mas escondo a minha ansiedade.
Te vejo sair,
mas não ouso perguntar aonde vais.
Tenho o seu telefone,
mas me falta coragem pra ligar.
Conheço cada musculo do seu corpo,
mas qual é mesmo o seu sobrenome ?
Espero que no caminho passes pra que eu te veja,
mas não pergunto onde moras.
Amo-te profundamente,
mas não quero me entregar.

Os dias vão passando e então,

Te convido para entrar, tomar um café.
Quero saber mais sobre você, me diga o nome dos seus pais.
A conversa acaba na cama.
Pode rolar em mim, mas depois é a minha vez.
E da cama para vida, me entrego.
Já te amo até o último fio de cabelo.

Então bate um despero,
MAS não posso evitar, és meu ponto fraco.

(Ana Laurentino)

Se aconchegue

Em noites quaisquer, com flores em punho,
espera seu macho chegar.

De corpo perfumado, pouca roupa por tirar.
Não sei cozinhar, mas não vou deixá-lo com fome.
Posso ser sua janta e sobremesa,
Se você me achar saborosa o bastante.
Me coma devagar, outras horas, freneticamente.
Se ponha em minha pernas, eu não preciso de sela.

Arrancarei toda sua perversão,
Os seus hormônios já me conquistaram.
Me escravise pelos ouvidos, suspire os seus desejos.
Minha boca desvenda seus mistérios, seus pelos, musculos
e pontos fracos.

A música toca em nosso ritmo.
Rebole mais um pouco, estou quase lá.
E você está aqui, dentro.
Me incendeia, me compre com seu prazer.

Toda noite dance pra mim,
em seguida acasalaremos.
Faça dos meus seios almofadas,
quero me aquecer em você.
Chegue mais perto, vou seguir os meus instintos.
Meu macho alfa.



(Ana Laurentino)

Quando o Amor me Sorri

Vou ser a eterna espera
Do seu desejo,
pelo meu corpo em seus pormenores
Seja você em mim,
com a vibração de quem possui
Com o seu suor me prender
Me conduzir no seu balanço
Quero o seu ritmo de amor
Seu sexo me tomando
com a vontade que não cabe no lar, na rua
Seguirei os seus movimentos
Poem a sua mão nos meus cabelos
Quero que me deguste
pouco a pouco, dia a dia
Serei sua amante nos dias frios
Sob o sol me entregarei ao seu gozo

Vou ser sua,
me dê um sorriso
Serei seu brinquedo de amar


Ana Laurentino
Ana Laurentino. Tecnologia do Blogger.