Te vi, por isso escrevi



Cheguei em casa as três. Sem tirá-lo do pensamento.
Vaguei por ruas escrotas, relembrando a sua voz que tanto me excita.
O frio do vento, com o seu toque sútil de almofadas do céu, me fez tremer.
Mas nada comparado ao meu peito palpitante, que não conseguiu conter-se ao te ver.
Pareceu querer saltar, tornar-se suicida.
Tremendo loucamente, com a sua presença.
A sua presença tremia a minha mente, e então, eu já estava pertubada.

Eu não queria, mas tive de escrever.

A mente não fica quieta, o peito só pulsa, parece soluço.
Você do meu lado, sentou-se por acaso.
Soubesse ser eu a dona, teria logo dispersado do meu campo de visão.
Mantive as vistas altivas, olhar-te era fraquejar.

E hoje, só hoje, eu queria ser forte.

O espetáculo fez a sua parte. Anestesiou-me o desejo de te consumir.
Cabelos pouco arrumados, boca por beijar, cheiro a me enfeitiçar.
Quase tive um troço, uma pane total.
As cartas não me mostraram você, naquele lugar, tampouco como eu me sentiria.
Misturei a vontade de chorar, sorrir, gritar, devorar você.

“Acho que sou louca por eu ter um gosto assim, gostar de quem não gosta de mim.”

Não aguento mais ! Se te esqueço, o peito remexe, se revolta.
Ele te deseja, a todo custo.
Ele te deseja, já.
Ele te deseja, por inteiro.
“Pobre peito, o amor o tocou.”

Você passou por mim e por isso escrevi !
Ana Laurentino. Tecnologia do Blogger.