Quem sou eu ?

Uma loucura sem fim.
Dos mais profundos desejos a meros impulsos ébrios. Assim será, até embriagar-me num poço de amor que aumente ainda mais a minha sede incessante de dar-me sempre mais a quem me dá valor.
Estou paciente, na espreita, na espera...

Canção da Torre Mais Alta

Que venha, que venha
A hora da paixão.

Tenho tido paciência,
Nunca esquecerei.
Temores e dores
Para os céus se foram.
E uma sede insana
Tolda as minhas veias

Que venha, que venha
A hora da paixão

Estou como o campo
Entregue ao olvido,
Crescido e florido
De joios, resinas
Ao bordão selvagem
Das mocas imundas.

Que venha, que venha
A hora da paixão

(Arthur Rimbaud - Uma temporada no inferno)
Ana Laurentino. Tecnologia do Blogger.