Falta recorrente

Decepcionante ! Como de costume ele não veio. Vieram apenas suas palavras, em forma de carta, como se isso me consolasse. Que idiota ! Assim me percebo, em cada dia que fico a tua espreita, em cada infeliz e interminável espera. Você jamais virá ! Fico eu aqui, entregue, a mercê do tempo, ao vento, na chuva. Queria ter sido logo consumida pela incredulidade, mero desejo, somado a uma cadeia de tantos outros não realizados. Ligo a TV, desafiadora companhia, que estampa a cada programa, na minha cara, uma serie de relações perfeitas. A dor me consome, desligo. Não há mais diálogo, a solidão e o silêncio é o que me resta, isso não representa uma escolha mas uma condição. Não há esperança, nem tão pouco uma chance de um amanhã diferente. Então, o sono, sina dos mortais, me abate. Na cama, sozinha, me espalho sem desejar ver novamente o sol nascer.

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Ana Laurentino. Tecnologia do Blogger.