Retórica Para o Amor

Já disse que te quero; em pensamento.
Treinei mil palavras pra fazer disso real; falhei.
A coragem no instante exato escorre por entre meus dedos.
Então falho, aspiro, respiro, sonho, desejo, planejo.
Então falho, me entrego diante das fraquezas.
Então,
o coração chora,
não para,
é clara,
a tara por te ter.

(Ana Laurentino)

Incontinência Sentimental




Dos meu largos passos, vagos
agora apagados, submetida a este júbilo
por um amor que tanto quis, quero,
desejar-te e possuir-te a cada segundo
em que meu sangue pulsa.
Não te tenho, não te vejo, então despejo
tudo que há por dentro, no ar, no nada.
Expando a dor de não te ter, me consumo
Me devoro,
Te devoro,
nos meus melhores sonhos.

(Ana Laurentino)


Ser tua sombra, tua sombra, apenas,
e estar vendo e sonhando à tua sombra
a existência do amor ressucitada.

Falar contigo pelo deserto.

(Cecília Meireles)

Mecanização Social



passa, passo, decompasso, é a vida que me permeia.
na loucura e na omissão ideologica juvenil.
seria eu um astro ou um satélite artificial ?
seria sim um vagão de um imenso trem,
que não pensa em se desvencilhar, mais fácil
é seguir os outros, mais fácil é não andar só.
não penso, não existo, sou um clone industrial
modelo de obediência e alienização.

já fui sol, já fui estrelas, uma constelação inteira.
hoje sou um pedregulho, misturado a muitos outros
não sou capaz de me destinguir.

"Ideologia, eu quero uma pra viver ! " (Cazuza)

Espaços Significativos

Você não deu valor em quem te amou !
Você não deu valor em quem te amou
Você não deu valor em quem te amo
Você não deu valor em quem te am
Você não deu valor em quem te a
Você não deu valor em quem te
Você não deu valor em quem t
Você não deu valor em quem
Você não deu valor em que
Você não deu valor em qu
Você não deu valor em q
Você não deu valor em
Você não deu valor e
Você não deu valor
Você não deu valo
Você não deu val
Você não deu va
Você não deu v
Você não deu
Você não de
Você não d
Você não
Você nã
Você n
Você
Voc
Vo
V

Marias, mulheres, mães



Marias, mulheres, Joanas
todas mães em sua essência
zelar por suas crias já não é como no passado

Mãe ! Oh mãe !
Nos sonhos o filho domava a besta mundo
mas ilusão, a besta o devorou
A mãe em pranto e descontente
vê não vingar a semente que em seu ventre brotou

Ah; foram noites angustiantes, a agonia da espera
- Deus olha meu filho ! pede em sua súplica solitária
na falta do amor, só os movéis como companhia
infeliz dor da espera

O vício fez da benção um fardo o filho já não é mais o mesmo
foi tomado por um mundo imaginário, passaporte para outra dimensão.

(Ana Laurentino)

Uma breve explicação: escrevi este poema para um trabalho escolar, onde fizemos um trabalho comunitário em um centro de reabilitação de drogados. Sei que pra quem ler, este vai ser auto explicativo, mas neste trato de uma mãe que muito sofre com um filho viciado. Mas para tudo há uma razão !

Amor Além Da Estrada



Quilômetros infelizes,
feitos de pedra, incapazes de amar
me ferem diariamente
quando me impedem de te ver

ineptos ao amor, secos de compaixão
um dia hei de atravessá-los
e encontrar a felicidade que de mim escondestes

nas minhas noites vazias
sonho em ter de volta o que está além de ti
o reencontro é o que almejo
não há satisfação alguma
agora só a esperança para me manter viva

mas estou aqui, vou buscar forças
ficarei na espreita
sei que um dia vencê-lo-ei
o no outro lado o meu amor a minha espera estará

(Ana Laurentino)

Open Your Eyes




Open Your Eyes - Snow Patrol

All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old

The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
Cause I need you to look into mine

Tell me that you'll open your eyes (x4)

Get up, get out, get away from these liars
Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time

Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
Cause I need you to look into mine

Tell me that you'll open your eyes (x8)

All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you

EGO



Sejam todos bem vindos ! Entrem e olhem em volta, perceberam como tudo é mais complexo que nós mesmos ? Fazendo uso da nossa vã sabedoria, nos colocamos como centro de tudo. Quando então, entramos e observamos dentro de nós mesmos, nos deparamos com algo quase desconhecido. Detalhes a miude, fragmentando a nossa existência e a imponência que acreditamos ter. Não somos nada diante do mundo. Não sabemos sequer quem somos! Um mundo inteiro em função de algo tão irrelevante ? Quanta prepotência, quanta arrogância. Somos tão "mundo" quanto a terra aos nossos pés, os pássaros a cantar ou um cachorro a brincar. Somos o mundo ! Percebemos isso, quando primeiramente nos compreendemos internamente, e então, nos desfazemos da ideia de sermos seres sobrenaturais, maiores e melhores. Notamos que vivemos em um ciclo de dependência, uma cadeia de influências. Primordialmente e primeiramente da mente que temos e cultivamos, posteriormente do meio e das pessoas com que vivemos. Se a caça de elefantes na África, gera problemas no ecossistema daqui, e assim, me fazendo sentir essas consequências. Paro e penso: somos o centro de que ? Não há centro, onde tudo é fundemantal, de igual importância.
Olhe para os lados, você é tudo o que pode ver ! Será que isso te agrada ?

Desconfiguração Emocional


A solidão vem com a idealização da companhia ideal para si. E a esperança de tê-la sustenta o sofrimento, enquanto se acredita haver possibilidades esse permanece !
Ana Laurentino. Tecnologia do Blogger.